Escola do Remanso Fraterno acolhe 220 crianças em risco social.
Dá para imaginar que uma criança de 10 anos, moradora do Estado do Rio, nunca tenha visto o mar? Parece mentira, mas é o caso de vários alunos do Núcleo Educacional Professora Clélia Rocha (foto), da entidade Remanso Fraterno, em Várzea das Moças. É por este motivo que a instituição, mantida pela Sociedade Espírita Fraternidade (cujo braço social é o Remanso Fraterno) e por pessoas físicas que fazem doações, utiliza muito a metodologia aula-passeio, por meio da qual os alunos conhecem locais e cartões-postais de Niterói.
Construída há 11 anos, a escola acolhe 220 crianças de 2 a 11 anos, gratuitamente. Elas são de comunidades pobres de Niterói, São Gonçalo e Maricá. Muitas moram em localidades como Engenho do Roçado, Várzea das Moças, Rio do Ouro e Morro dos Cabritos e chegam à escola com problemas graves, como desnutrição profunda e exposição à violência familiar e na comunidade.
— Para as famílias dos nossos alunos, passagem de ônibus é algo que pesa no orçamento. Por isso, não podem levá-los para conhecer os bens da cidade. Procuramos proporcionar isso a eles, fazendo excursões à praia, a shoppings, ao Teatro Municipal etc — diz a diretora, Teresa Campos, cujo trabalho é voluntário. Na escola, elas cumprem horário integral e recebem três refeições por dia. São acompanhadas por psicólogos, assistentes sociais, médicos e dentistas.
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